Der Sitzplatz eines Autors (1965)

O lugar do autor (1965)

Siegfried Lenz

Der Ort, an dem ein Autor schreibt, mag für ihn selbst aufschlußreich sein; entscheidend ist er nicht. Ob in Husum oder am Bodensee, in Köln-Müngersdorf oder im Grunewald: Lite-ratur ist überall möglich. Sie hat keine speziellen geographischen Voraussetzungen. Sie wird durch eine Metropole weder in auto-matischer Weise weltläufig noch durch die Provinz in automati-scher Weise beschränkt. Sie kann am linken Seineufer gedeihen und in der gefährdeten Idylle dänischer Pfarrhäuser, am Newskij-Prospekt ebenso gut wie in einem abgelegenen Herrenhaus bei Oxford, Mississippi. Jeder Ort ist der Literatur sozusagen recht. Nicht die Adresse eines Autors bedeutet uns etwas, sondern die Frage, ob wir seine Konflikte und Probleme zu unseren Kon-flikten und Problemen machen können. In diesem Sinn kann uns Prag näher sein als Hannover, und wir können in Oslo finden, was sich in Frankfurt nicht ausmachen läßt. Der Ort, an dem ein Autor schreibt, ist eine interessante Nebensache.

O local onde um autor escreve pode ser revelador para ele próprio; mas não é decisivo. Seja em Husum ou no Lago de Constança, em Köln-Müngersdorf ou em Grunewald: a literatura é possível em qualquer lugar. Não tem pré-requisitos geográficos específicos. Não se torna cosmopolita de forma automática numa metrópole, nem se torna limitada de forma automática na província. Pode prosperar na margem esquerda do Sena e no idílio ameaçado de paróquias dinamarquesas, tão bem na Perspetiva Nevsky como numa mansão isolada nas imediaçōes de Oxford, Mississippi. Qualquer lugar, por assim dizer, serve à literatura. Não é a morada de um autor que significa algo para nós, mas sim o sabermos se conseguimos transformar os conflitos e problemas dele nos nossos próprios conflitos e problemas. Neste sentido, Praga pode estar mais perto de nós do que Hannover, e podemos encontrar em Oslo o que não se consegue vislumbrar em Frankfurt. O local onde um autor escreve é um detalhe interessante.

Wichtiger, aufschlußreicher sargento erscheint mir der Platz auf dem er sitzt. Damit ist selbstverständlich kein bestimmtes Wichtiger, aufschlußreicher dagegen erscheint mir der Platz, Möbel gemeint, sondern die symbolische Dauerstellung, die er in einer Gesellschaft von Lesern einnimmt, die Rolle, die ihm auf der allgemeinen Besetzungsliste zugeteilt wurde. Soll der Platz gesichert, womöglich festgeschraubt sein wie die Stühle an Bord eines Schiffes? Welche Bequemlichkeiten sollte er bieten? In welcher Ordnung, in welcher Höhe sollte sich der Sitzplatz des Autors befinden? Immer wieder surf man zu solchen Fragen veranlaßt, besonders dann, wenn an der Zuständigkeit des Autors, öffentlich Stellung zu nehmen, gezweifelt wird. Uns nicht nur dies: einmal mißtrauisch geworden gegenüber seiner Stellungnahme, erkundigt man sich auch gleich danach, ob der Logen-, Parkett- oder Orchesterplatz, den ein Autor einnimmt, überhaupt in entsprechender Währung bezahlt ist.

Mais importante e revelador, pelo contrário, parece-me ser o lugar onde ele se senta. Com isto, é escusado dizer, não se tem em mente nenhum móvel específico, mas sim a posição permanente e simbólica que ele ocupa numa sociedade de leitores, o papel que lhe foi atribuído na lista geral de distribuição de personagens. Deve esse lugar ser assegurado, possivelmente aparafusado como as cadeiras a bordo de um navio? Que confortos deve oferecer? Em que ordem, a que altura se deve situar o assento do autor? Somos repetidamente levados a tais questões, especialmente quando se duvida da competência do autor para tomar uma posição pública. E não apenas isto: uma vez desconfiados em relação à sua tomada de posição, procura-se logo saber se o lugar de camarote, plateia ou orquestra que um autor ocupa foi sequer pago na moeda requerida.

Ich gebe zu, daß ich mich immer über die Bemühungen gewundert habe, dem Autor einen gesicherten Sitzplatz zuzuweisen. Ich war erstaunt über die Versuche Schriftsteller und Politiker - etwa in öffentlichen Diskussionen-, miteinander zu versöhnen oder doch einander “näherzubringen”. Und ich war jedesmal beunruhigt bei der Feststellung, daß man dem Autor einen sozusagen erhöhten, womöglich schwebenden Drehsessel zudachte, von dem aus er die Untauglichkeit der Welt kommentiert. Denn der angestammte, der ordentliche Platz eines Autors - so ist es mir zumindest immer vorgekommen - ist der Platz zwischen den Stühlen. Freiwillig, von keinem eingeladen berufen, auf niemandes Schoß, eher dem Argwohn ausgesetzt als durch Vertrauen ausgezeichnet, sollte ein Autor mit dieser Unbequemlichkeit einverstanden sein. Er sollte, meine ich, keinem verpflichtet sein.

Admito que sempre me questionei sobre os esforços para atribuir ao autor um lugar seguro. Ficava surpreendido com as tentativas de reconciliar — ou, pelo menos, 'aproximar' — escritores e políticos, por exemplo, em debates públicos. E ficava sempre inquieto ao constatar que se pretendia dar ao autor uma cadeira giratória, por assim dizer, elevada e possivelmente flutuante, a partir da qual ele comentasse a imperfeição do mundo. Pois o lugar ancestral, o lugar apropriado de um autor — pelo menos é o que sempre me pareceu — é o lugar entre duas cadeiras. Voluntariamente, não convidado por ninguém, no colo de ninguém, mais exposto à suspeita do que distinguido pela confiança, um autor deveria assumir este desconforto. Ele deveria, creio eu, não estar em dívida com ninguém.

Dieser Unbequemlichkeit des Sitzplatzes entspricht im übrigen die unsichere Rolle, die die Literatur selbst spielt. Ich halte Klagen für überflüssig, daß die Literatur nicht angemessen, nicht respektvoll oder objektiv genug behandelt wird. Ich bedaure auch nicht, daß man der Literatur sehr unterschiedlich begegnet: lobend oder lästernd, hoffnungsvoll oder mißtrauisch, ergriffen oder aggressiv. Wenn wir - wozu wir genötigt sind - Literatur wieder auf die Erde herabziehen, sollten wir damit einverstanden sein, daß man auf irdische Weise mit ihr umgeht. Wir sollten akzeptieren, daß sie verkannt, gerempelt, attackiert wird; schließlich enthält die Literatur doch ein (heimliches oder offenes) Plädoyer für Veränderungen, und daß man auf Veränderung unwillig reagiert, sollte uns nicht verblüffen. Wie der unbequeme Sitzplatz eines Autors dazu geeignet sein kann, gewisse Empfindungen - sagen wir: ein kleines Schmerzgefühl - wachzuhalten, so kann in der Tatsache, daß die Rolle der Literatur nicht übereinstimmend festgelegt ist, ihre ausgemachte Chance liegen: sie animiert uns zu Spruch und Widerspruch. Sie stimuliert uns zur Selbstüberprüfung. Eine problemlose Literatur, die nur eine Möglichkeit der Reaktion zuläßt, ist langweilig. Und der Leser, der sich nicht einmal erregen kann, wird schwerlich zum Komplizen des Autors werden. Die Begegnung zwischen Leser und Autor, die in der Lektüre stattfindet, ist für beide ein Risiko, und beide sollten bereit sein, es auf sich zu nehmen.

A este desconforto do lugar corresponde, de resto, o papel incerto que a própria literatura desempenha. Considero supérfluas as lamentações de que a literatura não é tratada de forma adequada, respeitosa ou suficientemente objectiva. Também não lamento que a literatura seja encarada de maneiras muito diferentes: com elogios ou blasfêmias, com esperança ou desconfiança, com comoção ou agressividade. Se — como somos obrigados a fazer — puxarmos a literatura de volta para a Terra, deveríamos aceitar que se lide com ela de uma forma terrena. Devemos aceitar que ela seja incompreendida, empurrada e atacada; afinal de contas, a literatura contém uma defesa (secreta ou aberta) da mudança, e o facto de se reagir com relutância à mudança não nos deve surpreender. Assim como o assento desconfortável de um autor pode ser adequado para manter despertas certas sensações — digamos: uma leve sensação de dor —, também no facto de o papel da literatura não estar consensualmente definido pode residir a sua verdadeira oportunidade: ela anima-nos à palavra e ao protesto. Estimula-nos à auto-análise. Uma literatura sem problemas, que permite apenas uma possibilidade de reacção, é enfadonha. E o leitor que não consegue sequer excitar-se dificilmente se tornará cúmplice do autor. O encontro entre o leitor e o autor, que tem lugar na leitura, é um risco para ambos, e ambos devem estar dispostos a assumi-lo.

Natürlich möchte ich nicht so weit gehen, zu fordern, daß sich der Leser bei der Lektüre ebenso unbequem setzt wie der Autor. Ein unbequemer Sitzplatz bietet weder Garantie für Qualität noch für prompte Übereinkunft zwischen den Betroffenen. Doch für den, der überreden will - und jeder Autor möchte, zugegeben oder nicht, überreden -, scheint mir der ungesicherte, der vorläufige, der unbequeme Platz der angemessene Platz zu sein: er verschafft ergiebige Beschwerden und überraschende Ansichten. Er erhält die Unruhe. Er dämpft die Stimme. Der schlechte Sitzplatz befreit den Autor davon, sich irgend jemandem erkenntlich zu zeigen. Muß er deshalb nicht darauf aus sein, den Platz zwischen den Stühlen zu seinem Lieblingsplatz zu machen?

Naturalmente, não gostaria de ir tão longe ao ponto de exigir que o leitor, durante a leitura, se sente de forma tão desconfortável quanto o autor. Um assento desconfortável não oferece garantia de qualidade nem de um acordo rápido entre os envolvidos. Contudo, para aquele que quer persuadir — e todo o autor, admita-o ou não, quer persuadir —, o lugar inseguro, o provisório, o desconfortável parece-me ser o lugar apropriado: ele proporciona incómodos produtivos e perspetivas surpreendentes. Mantém a inquietude. Amortece a voz. O mau assento liberta o autor de ter de se mostrar grato a quem quer que seja. Não deverá ele, por isso, empenhar-se em fazer do lugar entre duas cadeiras o seu lugar favorito?